quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mensagem para você MULHER


Ser mulher é o grande privilégio, entre tantos outros, que Deus nos concede. Viu Deus que não era bom que o homem ficasse só e criou a mulher, com um propósito específico: "far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea". Ser "ajudadora", por certo, se traduz de muitas maneiras. Não se refere apenas à mulher que constitui uma família, mas à sua posição de estar ao lado, de completar. Adão precisava de uma complementaridade, alguém que estivesse ao lado dele, dando-lhe apoio mútuo.

Ainda hoje a mulher precisa reconhecer esse lugar para o qual Deus a criou e aproveitar as conquistas nas lutas empreendidas, para exercer seu papel:

• a conquista de ser reconhecida como esposa, mãe - ajudadora idônea no lar, amada e respeitada, fazendo do seu lar um lugar onde reine paz, alegria, compreensão e os problemas são resolvidos sob o doce olhar de Jesus, o chefe maior do lar.

• a conquista das oportunidades de exercer as mais variadas profissões, e muitas, chegar até aos mais altos cargos públicos - mulheres que se tornam ajudadoras idôneas da sociedade, ao influenciar com sensibilidade, visão, garra, um mundo dominado pelo pecado da imoralidade, da impunidade, da injustiça social, entre tanto outros. Mulher que tem a convicção plena de que se Cristo não reinar nos corações e dominar o ser humano, não haverá mudança e libertação.

A responsabilidade de promover essa mudança, no entanto, querida mulher, é nossa. Não é somente dos governantes, dos patrões, do meu vizinho. É nossa. É minha. É sua. É de cada crente. Somos os detentores do remédio para esse mundo - JESUS. Já o tomamos. Ele já fez bem e curou o nosso coração. Agora, somos os canais que Deus precisa usar para que esse remédio chegue aos demais. Deus não tem outro estabelecimento, outro balconista, outra farmácia. Só tem a nossa vida para o seu agir nesse mundo.
Pensando nisso, decidi compartilhar aqui idéias e inspirações da parte do Senhor com você. Para que ELE nos desperte e nos mostre que há lugar para nós em Seu Reino... há espaço para nós na grande Obra....os campos já estão brancos, preparados para a ceifa, e Deus conta conosco para sermos trabalhadoras de Sua vinha.

Esse é o nosso tempo, a nossa oportunidade. Algumas vieram antes de nós, outras virão depois, mas esse é o nosso tempo. Tempo de viver o texto bíblico que nos serve como divisa: "Convém que eu faça as obras daquele que me enviou enquanto é dia; a noite vem quando ninguém pode trabalhar" (João 9.4). Tornemos Cristo conhecido antes que a noite de cada uma de nós chegue e sejamos achadas em falta. Sonhemos e trabalhemos para que tenhamos um mundo onde o amor, a verdade, a justiça e a santidade domine os corações porque seguem o verdadeiro Deus - perfeito em amor, em verdade, em justiça, e em santidade.
Que para tanto Deus nos abençoe.
Carinhosamente....Bárbara Emanuelly

Mulheres Amarguradas


"Então chegaram a Mara; mas não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso, chamou-se o seu nome Mara" (Exôdo 15.23). "Porém ela lhes dizia: Não me hameis Noemi: chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso" (Rute 1.20).

Ouvi uma pregação uma vez, quando o ministrante alertava para o fato de ser impossível deixar de passar pelo deserto da provação da vida, mas que era importante não deixar o deserto entrar no coração. Viver é um risco! Aprender a lidar com a vida e suas múltiplas histórias é necessário para que não nos amarguremos com ela.

Mulheres amarguradas de alma andam por aí, dominicalmente vão à igreja para "assistir" ao culto e durante a semana são eficientes em suas atividades eclesiásticas. Não raro alcançam seu cobiçado reconhecimento através de um cargo de destaque na igreja, tornando-se uma "oficial": diaconisa, presidente de organização, dirigente de círculo de oração e entre outros.

Como a alma é amargurada são permanente dor de cabeça para quem tem contato com elas. A língua é peçonha mortal com a fofoca, a delação e a desmedida franqueza que machucam sempre e não cura nunca.

Não raro perseguem jovens e adolescentes com seu moralismo, invejosas de sua alegria pueril. Odeiam e perseguem as mulheres que ousam ser diferentes delas; que são felizes. São tenazes perseguidoras de maridos e filhos; exigentes, loucas por limpeza, rígidas, endurecidas, odiosas e nunca, nunca, nunca misericordiosas, complacentes e perdoadoras. Não raro a amargura se transforma em doença.

Observo uma vizinha que faz demonstrações públicas de afeto exacerbado ao "marido", usa saiões para atestar "santidade", tem uma rotina de reuniões de oração e clichês já conhecidos de fervor espiritual. Freqüentemente ouço sua voz estridente e o olhar doentio, os xingamentos com as filhas, os maus-tratos a uma idosa dependente. Abandonada pelo marido, rejeitada pelos vizinhos, dores somáticas no corpo denunciam o julgamento da consciência pelo repúdio a própria mãe.

A forma de mulher de oração. O conteúdo de mulher de Mara.

O espetáculo patético da forma sobrepondo o conteúdo. Mas não é solitária neste espetáculo cotidiano escondido nas igrejas. Noemi reencontrou a alegria na providência divina, providência que não teve gosto do sangue dos "seus inimigos", mas o doce cuidado divino pelo simples fato de ser sua filha e serva. É fato que a vida tem seus dias bons e dias maus, mas em tudo somos fortalecidas.

O povo pôde beber da água amarga quando o madeiro a feriu e submergiu nela. Pela cruz e não pela religião temos a alma curada. Religião não cura. Religião apenas traz forma. Relacionamento com Deus é conteúdo. Conteúdo alcançado sob um olhar que reconhece Deus em seus caminhos.

Não tenho fórmula para vencer a amargura. Esse texto não é uma autoajuda. Mas propõe-se a ser uma reflexão sobre o cotidiano.

Que Deus nos ajude a viver intensamente a vida e suas contradições e confiar que Ele cuidará de nós, que nos consolará, fortalecerá e nos dará forças para vencermos e nos tornarmos sábias.

Isso é fé. A fé vence o mundo.